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Síndrome de Burnout afeta 78% dos profissionais da saúde

A pandemia trouxe, de fato, consequências para a vida de todos nós. E, claro, não faltam implicações psicológicas para aqueles que, este tempo todo, estão na linha de frente do combate à covid-19: os profissionais da saúde. De acordo com um estudo da PEBMED, publicado recentemente, 78% desses profissionais tiveram sinais de Síndrome de Burnout no período da pandemia. A prevalência foi de 79% entre médicos, 74% entre enfermeiros e 64% entre técnicos de enfermagem.
Vale ressaltar que a síndrome é caracterizada por situações em que a tensão e o estresse provocados pelas condições de trabalho são tão grandes que levam a pessoa ao esgotamento emocional. De modo geral, esses especialistas já lidam diariamente com episódios intensos, extremos e cargas excessivas de trabalho, com a pandemia, então, tudo piorou, se agravou.
O Burnout causa, sobretudo, crises de ansiedade, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, algumas pessoas tendem também a ficar mais sozinhas, se afastam, querem conversar e se socializar menos. O rendimento, por sua vez, também pode cair bastante, e é algo que tende a piorar se a pessoa não busca ajuda.
Sentimento de incapacidade e fracasso, tristeza persistente, falta de energia, problemas de memória e concentração, angústia, dores de cabeça, insônia e coração acelerado são sintomas que também podem surgir.
É essencial, portanto, que os profissionais da saúde tenham apoio psicológico, se preciso. Para cuidar dos outros, eles também precisam cuidar de si mesmos, tanto física quanto psicologicamente.
O emocional é a base da saúde de todos nós. Então, fique atento ao seu bem-estar mental. Cuide de você!