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Estresse crônico pode aumentar a gordura abdominal? Entenda o que acontece no corpo

06 de maio de 2026


Muita gente associa o estresse apenas ao emocional. Mas a verdade é que situações prolongadas de tensão também podem provocar alterações importantes no funcionamento do corpo.

Entre elas, está o aumento da tendência ao acúmulo de gordura abdominal.

Uma matéria publicada pelo Universidade de São Paulo explicou como o estresse crônico pode impactar o metabolismo por meio da ação contínua do cortisol, hormônio ligado à resposta do organismo em momentos de alerta.

Neste artigo, você vai entender:
→ Como o estresse crônico afeta o organismo;
→ Qual é a relação entre cortisol e gordura abdominal;
→ Por que o corpo permanece em estado de alerta;
→ Como saúde mental e saúde física estão conectadas.

 


O estresse crônico pode causar gordura abdominal?

Sim. Segundo especialistas, o estresse prolongado pode favorecer o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.

Isso acontece porque, diante de situações de tensão contínua, o organismo mantém elevados os níveis de cortisol. Quando esse estado de alerta deixa de ser temporário e passa a fazer parte da rotina, diferentes funções metabólicas podem ser impactadas.

Em entrevista ao Jornal da USP, o pesquisador Rafael Appel Flores, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), explicou que o problema começa quando o organismo permanece continuamente em estado de alerta.

Em vez de responder ao desafio e depois desacelerar, o corpo permanece constantemente ativado.

O que é cortisol e qual sua relação com o estresse?

O cortisol é um hormônio produzido pelo corpo em situações de tensão. Ele participa de mecanismos importantes ligados à energia, inflamação e sobrevivência. Em situações pontuais, sua liberação é natural e necessária.

O problema surge quando o organismo permanece produzindo cortisol em excesso por longos períodos. Esse funcionamento contínuo pode alterar o metabolismo e favorecer mudanças no armazenamento de gordura corporal.

Por que a gordura abdominal aumenta?

Segundo a matéria publicada pelo Jornal da USP, a gordura visceral, localizada na região abdominal, é mais sensível à ação do cortisol.

Isso significa que períodos prolongados de estresse podem fazer com que o corpo tenha maior tendência a armazenar gordura justamente nessa área.

Além disso, o próprio desgaste emocional costuma influenciar comportamentos que intensificam esse processo, como:

- Piora da qualidade do sono;
- Redução da disposição para atividade física;
- Aumento da alimentação emocional;
- Maior sensação de cansaço e sobrecarga.


Os efeitos do estresse vão além do peso

O impacto do estresse crônico não se limita ao metabolismo. Quando o corpo permanece continuamente em alerta, outras áreas da saúde também podem ser afetadas, incluindo:

- Sono;
- Memória e concentração;
 -Pressão arterial;
- Sistema imunológico;
- Humor e regulação emocional.


Além disso, quadros persistentes de tensão podem aumentar a vulnerabilidade à ansiedade e à depressão.

Saúde mental e saúde física caminham juntas

O corpo responde ao que vivemos emocionalmente. Por isso, cuidar da saúde mental não é apenas uma questão de bem-estar psicológico. Também é uma forma de proteger o funcionamento físico do organismo ao longo do tempo.

Reconhecer sinais persistentes de sobrecarga, buscar equilíbrio na rotina e procurar ajuda profissional quando necessário são passos importantes para interromper esse ciclo.

O estresse crônico não afeta apenas a mente. Ele também pode alterar o funcionamento do corpo de forma profunda, inclusive favorecendo o acúmulo de gordura abdominal, como mencionado anteriormente.

Entender essa relação ajuda a reforçar uma ideia importante: saúde física e saúde mental estão diretamente conectadas.

Cuidar das emoções também é uma forma de cuidar do corpo!


Fonte: Jornal da USP
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