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O efeito das redes sociais na saúde mental: o que a ciência já sabe e o que preocupa especialistas

19 de fevereiro de 2026


As redes sociais transformaram a forma como nos comunicamos, trabalhamos, consumimos informação e construímos vínculos. Elas aproximam pessoas, ampliam vozes e democratizam conteúdos. Mas, ao mesmo tempo, vêm despertando um debate crescente sobre seus impactos no equilíbrio emocional.

Nos últimos anos, pesquisadores de diferentes áreas passaram a investigar com mais profundidade como o uso intenso dessas plataformas interfere no humor, na autoestima e na percepção de realidade.

Neste artigo, você vai entender:
→ O que os estudos científicos já identificaram;
→ Como a comparação constante influencia o bem-estar;
→ A relação entre tempo de tela e sofrimento psíquico;
→ O que especialistas recomendam para um uso mais saudável.

 


O que a ciência já observou até agora

Pesquisas indicam que o uso frequente de plataformas digitais está associado ao aumento de sintomas como ansiedade, tristeza persistente, insônia e sensação de não ser suficiente. Isso não significa que a tecnologia, por si só, cause transtornos emocionais, mas que determinados padrões de uso podem intensificar vulnerabilidades já existentes.

Estudos apontam três fatores principais:

1. Exposição contínua a padrões irreais de vida e aparência;
2. Busca por validação por meio de curtidas e comentários;
3. Uso prolongado, especialmente antes de dormir.


A interação entre esses elementos pode impactar autoestima, regulação emocional e qualidade do sono.

Comparação social e autoestima

Um dos fenômenos mais estudados é a chamada “comparação social”. Ao navegar por perfis que exibem viagens, conquistas profissionais, corpos idealizados e momentos felizes, o usuário pode desenvolver a sensação de que está sempre atrás.

É importante lembrar que o conteúdo publicado costuma ser recorte, edição e curadoria, não a vida completa. Ainda assim, o cérebro tende a interpretar essas imagens como parâmetro real, o que pode alimentar frustração e autocrítica constante.

Quanto maior a exposição a esse padrão, maior a probabilidade de surgirem sentimentos de inferioridade ou exclusão.

Tempo de tela e impacto emocional

Outro ponto que preocupa especialistas é a quantidade de horas dedicadas ao ambiente digital. O uso excessivo pode:

- Reduzir o tempo de descanso;
- Interferir na qualidade do sono;
- Diminuir interações reais/presenciais;
- Aumentar a sensação de sobrecarga de informação.


Além disso, a dinâmica de notificações constantes estimula mecanismos cerebrais ligados à recompensa imediata, o que favorece o uso repetitivo e dificulta pausas.

Existe lado positivo?

Sim. Plataformas digitais também podem oferecer apoio, informação qualificada e senso de comunidade. Grupos de acolhimento, conteúdos educativos e espaços de troca ajudam muitas pessoas a se sentirem compreendidas.

O impacto depende menos da existência das redes e mais da forma como elas são utilizadas.

O que especialistas recomendam

Para um uso mais equilibrado, profissionais sugerem:

- Estabelecer um período específico para uso, evitando acesso contínuo ao longo do dia;
- Evitar utilização prolongada das telas antes de dormir;
- Diversificar atividades fora do ambiente digital;
- Observar como você se sente após navegar: energizado ou esgotado?


Autopercepção é ferramenta fundamental. Se a experiência online tem provocado irritação constante, sensação de não se encaixar ou sofrimento persistente, pode ser hora de rever hábitos.

As redes sociais não são vilãs absolutas nem soluções mágicas. Elas fazem parte da vida contemporânea e oferecem benefícios reais. No entanto, o uso sem consciência pode afetar humor, autoestima e qualidade de vida.

Cuidar da saúde mental também envolve refletir sobre como interagimos com o ambiente digital. Informação, limites e acompanhamento profissional, quando necessário, ajudam a construir uma relação mais saudável com a tecnologia.

Se o uso das redes estiver impactando negativamente seu bem-estar, buscar orientação especializada pode ser um passo importante para reorganizar essa relação.
 
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